domingo, outubro 26, 2003

Viagem ao Longo da Avenida de Comboio


Sempre nos incutiram que na viagem da nossa vida somos nós que escolhemos o caminho e como o vamos fazer.

Com tanta liberdade expressa no parágrafo arriba, pergunto-me como é que uma vida tão cheia de expectativas, descamba neste autêntico beco sem saída em que os dias se tranformam em meses, meses em anos e os anos em vida e o quanto me é difícil vislumbrar a merda da tabuleta que diz Saída .

Imagino então, que no início deste longa avenida de vida, me depositaram na entrada da Estação de S. Bento. gatinhei, e deparei-me com a primeira dificuldade: uma longa lista de comboios (diferentes destinos) e comecei a minha vida na fila de uma bilheteira.
naquele momento escolhi o que me pareceu mais aliciante. muitas pessoas entraram comigo.

Não consegui descobrir ainda, qual foi a paragem que me passou despercebida. talvez uma das expectativas do bébé fosse já a morte.

Por agora, voltei à estação, ainda estou a mirar o Rol de partidas para hoje.

Sei que o bilhete está mais caro, porque agora tenho que acrescentar ao preço base o preço da mudança.



Nota: o comboio podem vê-lo numa imagem do blog: Escrita Solta.
A longa avenida está no blog: Ao longoda Avenida
O despertar destas palavras devo-as a Luiz Ferro Moutinho.

Mais um pedido de "perdão" pelo uso e abuso das vossas palavras e imagens.

Patins

O Pedro tem o sonho de dormir com duas mulheres. essa imagem provoca-lhe uma erecção orgulhosa, seguida de um orgasmo, que o gel de banho em duo com a água do chuveiro, parece querer apagar.

O "sonho de todos os homens" - dizem por aí.

O Pedro quando olha para a sua mulher sabe que Ela não irá fazer parte desse trio. Existem muralhas que se devem manter. Era começar algo que desde o início se sabe que não se vai controlar.

Era como,

calçar pela 1ª vez uns patins e ter que correr para socorrer quem se ama.


Nota: Peço "perdão" por este post ao Blog EscritaIbérica que me serviu de inspiração.
Descobri este blog há muito pouco tempo. Tirei uma listagem de todos os post e deliciei-me com a sua escrita.

quinta-feira, outubro 23, 2003

Procurando o Retrato de Dorian Gray

Ontem estive no IST e notei como todos eram tão novos e senti as marcas do tempo em mim.
Como gostaria de encontrar o meu Retrato de Dorian Gray que pudesse transformar contenção em espontaneidade, ponderação em sonho, outono em primavera, rosto em sorriso.

Olé

Joaquín Cortés.
não saí deliciada. devo ser feminista ou outras coisas piores ou melhores.

as mulheres do grupo cantavam sentadas. muito simbolismo toureiro e demasiada virilidade nua e crua.

passei o tempo a pensar o quanto gostaria de ver a interacção dele com uma mulher a dançar e fez-me lembrar a lenda de Platão, a história do Andrógino, segundo a qual

na origem da humanidade existiu um monstro redondo com duas cabeças, quatro braços,.......e dois sexos.
Zeus, preocupado com a vitalidade do monstro, decidiu enfraquecê-lo e separou-o em duas metades iguais, como quem - no dizer de Platão- corta um ovo cozido com uma lâmina afiada.
Desde então, essas metades, as de sexo feminino e as de sexo masculino, vão andado pelo mundo, teimosas, procurando a metade de sexo diferente, que as complete e lhes permita reconstituir o mostro redondo das origens.

quarta-feira, outubro 22, 2003

Estás por aí ?

"Coisa boa", estás por aí ? é que por aqui também estás ...no sofá ao meu lado e eu a piscar-te o olho!
(saudade)

terça-feira, outubro 21, 2003

Ai!

- Contagiar um entusiasmo pelo qual não se padece.

AI

- A voz rouca a falhar, e a ser projectada para uma audiência, como um animal mal tratado pelo dono, como diz o outro.

AI

-O olhar não nos atraiçoar!

AI!
_________

e finalmente a fuga " obrigado por terem estado comigo"

entrar no carro e o pensamento

________________O silicone já pode ganhar a batalha do cimento.

rir-me de mim própria.

chegar a casa, tipo " melhor é impossível":

David Darling, cycles 1,2, 3, 4 ---é esta:

_______________________________ODE

sentar no sofá até a campainha tocar, abrir a porta, e receber o abraço do vizinho que reconhece estados de alma pela música da canalização.