domingo, dezembro 28, 2003

filho do vento

está sol. vamos lançar papagaios. voar mais longe. acordar a confiança. estar. vem filho do vento, como se juntos estivéssemos.

quinta-feira, dezembro 25, 2003

Íntima Fracção - Emissão Especial

Vi no retorta que está aqui uma emissão especial da Íntima Fracção promovida pela Janela Indiscreta

Como diz Francisco Amaral A memória e as expectativas, a nossa vida encontra-se entre as duas

quarta-feira, dezembro 24, 2003



Doce

ouvir o ramon. tocar guitarra e acordeão. argentinos. voz sentida. garras de ternura.
comecei o dia com um sorriso e continuo a sorrir enquanto escrevo. abandono todas as La violette. descanso sobre mim. nao contra mim. de lado. com as minhas mãos de mãos dadas a segurar a minha cabeça. na minha casa. na casa dos sons.

terça-feira, dezembro 23, 2003

Tens a certeza?

O tempo entrou de repente dentro de mim. não que o tenha negado. não. temos tido longas conversas. às vezes sussurros. (vamos por aí?). mas hoje tomou conta de mim e deixou-me ___________________ vazia.
_________é a imponderabilidade do natal, eu sei mas inflama. (vamos procurar o pôr-do-sol? não. tem calma, deixa-me ficar e pensar - tens a certeza?).

segunda-feira, dezembro 22, 2003

La violette ( III ) no seu desassossego

Sentada sorridente, mais um ano passado. como está. Oh continua firmemente solteira. eu não tenho um ele para fazer conversa de circunstância. eu não tenho um ele para me agarrar, para me sufocar e ou libertar. para amar. fui dizendo não. um não passado doze anos. Seguidos de muitos nãos. Tomei as minhas decisões. se calhar foi o relatório da Shere Hite nos anos setenta , ou a minha infância. ou a minha construção. eu não sou normal sou paranormal. com a pressão desta gente que me rodeia encho balões. sou uma mulher aérea, às vezes eles rebentam. infiltro-me com a Llansol e digo em coro, pousando as mãos nos joelhos:

Sim, desejo encontrar alguém que me ame com bondade, e que seja um homem.
Alguém que queira ressuscitar para ti …
Sim. alguém que tenha para comigo essa memória.

La violette (II ) no seu desassossego

Eu não sei bem definir estados de felicidade. estados de alma assim, só quando estava grávida. gerei três filhos com ele. ele nunca se lamenta, nunca pula por nos ver, ele é o meu “mor”. mor de amorfo. o seu egograma diz que ele não é nada. nem pai crítico, nem adulto, nem nenhuma criança. não quero ser injusta, aparece pai protector, para disfarçar o nada. ele vê-me com as fraldas, ele vai mudar as fraldas. mesmo com o cheiro da diarreia do mais novo, o seu nariz não fala. perdeu o cheiro, esqueceu o meu cheiro.com tanta agitação estou parada há doze anos. trabalho mecanicamente. já não sei estar num almoço de negócios. não tenho nada de interessante a dizer. nas poucas horas que estou sem eles, choro em frente ao espelho para acentuar as minhas rugas. tenho a minha fluoxetina, a soma do Huxley. uma coisa sei, sou imprescindível Todos se desequilibram, sem mim. sou imprescindível. Mor, infiltra-te em mim, vamos ter um quarto filho…estou nas nuvens, vou ser feliz outra vez.

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é na noite que procuro o reencontro. espero a música que me embale.
deixar de engolir em seco. e acreditar.