domingo, fevereiro 15, 2004

De repente
cantas-me m’cria ser poeta e embalo. retrocedo o gesto, estancada no delírio do voo, procurando a razão do nascer. mas de repente, o horizonte alisa, sem procurar o futuro, apenas um pequeno presente. apenas não. apenas tudo. um sorriso e um sabor que permanece.

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Vou falar contigo (VI)

troblogdita diz..."como boa bipolar"... e re(reticente)...
bom seria caminhar sobre o horizonte [puxá-lo para perto dando uso ao cordão de prata]; olhar lá para baixo - para os hemisférios e (des)polarizá-los: acordar em seguida com a mesma frescura da felicidade que se alegrou e adormecer logo: não, não existe agora a queda!"


sempre tive problemas com linhas rectas. com linhas paralelas. na verdadeira acepção da palavra. a mão nunca as conseguiu desenhar. descambava sempre para um ondular. mas a mão gosta de brincar com o colar, com o cordão.

desenhado está o horizonte. agora é só andar.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Vou falar contigo (V)

Altino diz: E se os ouvidos estiverem mudos para tal chamamento?

Quantas vezes os meus ouvidos agarrados ao dó menor, nunca deram atenção ao sol maior______atrás da porta ou com a porta aberta. ..eu não sei.
eles mudos na recordação não quiseram ficar. nem um palavrão cantaram.

Vou falar contigo (IV)
Teoria Zero diz louise: vim só deixar um beijinho. amanha vou ler td melhor... mas, até agora gostei mt do que li. obrigado pela visita e pela compreensão..


o beijinho ficou. que palavras meigas, joão. Conheces o final deste filme?
(quem agradece sou eu !) não ( por aqui ninguém agradece!)

Vou falar contigo (III)

troblogdita diz... "e que bom é acordar e ter outros braços entretecidos nos nossos; demorar um olhar líquido um momento e ouvir o murmúrio de alguém que acorda de sorriso em riste.
ou:
fechar os olhos [num alheamento benigno] para os abrir pelo calor do fogo de um olhar de minotauro que percorreu o labirinto do nosso [solitário] abraço milenar para descobrir/lembrar como pegar-nos na mão e conduzir-nos para a praia. ainda a tempo de mergulhar com o sol na água ou ver Ícaro a perder-se numa silhueta pequena. Quedar-nos, nós, só em braços que nos libertem!"


que bom é
braços aconchegantes, braços que nos libertam_________murmúrios __________sorrisos
______continuemos no labirinto, com momentos de olhares perdidos e rotativos
______continuemos na praia, com carícias de olhares de riso.

porque me tem acontecido assim.

Vou falar contigo (II)

GreenShadow diz "Abre só a quem não bater à tua porta..." (F. Pessoa)
tu acreditas que quem bate a uma porta pode tocar uma Mazurca de Chopin_______ e não um Noc Noc oco e seco
acreditas_________?

beijo grande de quem já viveu numa cidade com nºs nas ruas (secret).

Vou falar contigo (I)

Miss Kafka diz:...para que ainda se possa balbuciar: "Quem é...?" naquele tom demorado de quem já sabe quem toca...

reconheço esse sentir, não é frequente em minha casa, minha alma. Vive no meu coração.
um beijinho . Tenho o lido o teu blog e admiro a dinâmica que tens mantido, como se faz, pergunta a minha lassidão.Sorrisos.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Os Livros em Volta
Hoje às 18:30 na Culturgest decorrerá uma conversa sobre poesia com Fernando Pinto do Amaral, Ana Luísa Amaral, Manuel António Pina, Manuel Gusmão e Maria João Almeida. Os Livros em redor são:

Manuel António Pina, Assírio & Alvim
Respiração Assistida, Fernando Assis Pacheco, Assírio & Alvim
A Arte de Ser Tigre, Ana Luísa Amaral, Gótica
As Rimas de Petrarca, trad. Vasco Graça Moura, Bertrand

Elasticidade da alma

Eu hoje pedi para ela voltar.
encontrava-se numa cela
corpo deformado: strain
virou a cara para a parede, e começou:

_____________________________
Sobrevivência,
O arame farpado que me envolve
e prazer não tenho nenhum
se te encostas de olhos fechados
encerrado no hábito de me olhares
teimoso em não escutares os meus avisos
sentado como uma criança birrenta
insistes que é por ali que queres entrar em mim
______________


Mas como boa bipolar, Ela virou a cara para o espelho,
Os olhos sorriram e com voz de coração:

________________________Estava com saudades.

________________________Anda dançar comigo.

Nicolas Philibert

Venho de mais uma sessão do ciclo de Nicolas Philibert que está a decorrer no Instituto Franco-Português. Tenho gostado muito do seu registo bem humorado, da sua interpretação pessoal do documentário, do espaço dado a cada "personagem". Hoje eram os animais embalsamados do Museu de Historia Natural de Paris que se moviam, que nos olhavam. Para a semana será o Louvre, despido de pessoas, apenas os quadros, as obras e nós... como gostariamos um dia... Será na próxima Segunda-feira às 21 Horas.

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Narrando o indizível
Tomo banho entre estrelas
Aprendo a ter uma companhia sem palavras
A ser apenas quem sou