domingo, maio 16, 2004

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desenho a curva da indiferença.
marco a lápis o ponto a, depois o ponto b e depois o ponto c.
sei que a teoria me diz que o grau de satisfação é o mesmo e que a indiferença é isso mesmo. não sei a razão do desvario na escolha de um deles para me sentar.
vou começar outra vez .
desenho a curva da indiferença, convexa,
mas vou mudar a inclinação e traço-a mais longe da origem.
(começo a desenhar o mapa da indiferença, nenhumas das curvas se poderá cruzar e não existem tangentes)
mostro o meu desenho como fazem as crianças e digo tinhas razão.

Existem musas que escrevem assim

A Experiência da angústia

Se olhares para dentro de ti,
vês as ruas desertas de vestígios
e os prédios que habitaste
limitarem pracetas sem ninguém,
sem velhos exilados e sem pombas,
de estátuas derruídas,
e os idos, os amigos que perdeste,
as imagens da infância, o rio, o riso,
a casa, a tua mãe que morreu cedo,
os deuses que julgavas
serem em ti a eterna juventude,
o amor que te entristece haver perdido.
Vês o que não te salva
se te fitares assim, se não vires o sol
no casario branco
iluminar os olhos e devolver
às nítidas imagens do presente
as árvores, a estrada, a luz,
que só com elas podes respirar.

Hands Playing(III)


Gosto de ti e do mundo que te acompanha.

Hands Playing(II)


não tens nome nem idade
sei que escreves no espelho saudade
antevês palavras agora limpa tu para sossegares a alma
sabes, hoje só o homem da tabacaria pode trocar palavras contigo
acarinhas o barro como o farias nos cabelos de uma mulher.

quinta-feira, maio 13, 2004

que grande atrevimento fetu!

bienvindu profésor!

susar lia-hatán kedas.
serbisu barak. Ita diak ka lae?
Ita hatene ka lae louise tetum?
(halo oin-midir)
ita tenke hanorim tetum ba hau.
obrigadu Amigu.

( estas foram as minhas primeiras frases...grande esforço! foi com um sorriso que as escrevi e espero que sorrias também com as asneiras que por aqui escrevi...foi um atrevimento. obrigada. beijo)

segunda-feira, maio 10, 2004

Hands Playing I


imagem de pedro libório

O meu tempo passa
com as mãos aveludadas
a construir vidas de barro
por aqui até as lágrimas ajudam no toque

(de olhos turvos a ouvir Facundo Cabral
como se Chavela Vargas fosse no momento de descanso)

kalan(noite)

Kalan
Fiquei à espera do pôr da lua
Cantei baixinho uma canção de embalo
E a rua emudeceu atenta ao meu canto que adormecia no teu descanso.
Até que o céu e a terra se riram e uma voz de trovão Rai lácan, disse bem alto:
Kalan di´ak